No próximo dia 19 de agosto, data que marca o Dia Internacional de Luta da População em Situação de Rua e, no Brasil, o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, será realizada uma celebração especial aos pés do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, às 18h.
A iniciativa é promovida pela Pastoral de Rua da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, pela Rede Dom Hélder Câmara de Economia Solidária e diversas instituições parceiras que atuam na defesa da dignidade humana e dos direitos das pessoas em situação de rua.
A celebração será presidida pelo Monsenhor Manuel de Oliveira Manangão e reunirá representantes da Igreja, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e pessoas em situação de vulnerabilidade social em um momento de oração, memória e compromisso com a vida.
Após a celebração, o monumento do Cristo Redentor será iluminado com as cores do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, em sinal de solidariedade, visibilidade e defesa da dignidade das pessoas que vivem em situação de rua.

Um dia de luta
A data de 19 de agosto tornou-se símbolo da luta pelos direitos da população em situação de rua em memória do Massacre da Sé, ocorrido entre os dias 19 e 22 de agosto de 2004, na cidade de São Paulo. Na ocasião, 15 pessoas em situação de rua foram brutalmente atacadas enquanto dormiam na Praça da Sé. Sete pessoas morreram e outras oito ficaram gravemente feridas.
O episódio tornou-se um marco nacional na denúncia da violência, da invisibilidade social e da violação de direitos enfrentadas diariamente pela população em situação de rua. Em agosto de 2025, a data foi oficialmente reconhecida como Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua.
A mobilização busca chamar atenção para a necessidade de políticas públicas dignas nas áreas de moradia, saúde, assistência social, combate à fome e promoção da cidadania.
A Igreja Católica, por meio da Pastoral do Povo da Rua, suas pastorais sociais e iniciativas de acolhida, acompanha historicamente a população em situação de rua, reafirmando o compromisso com os mais pobres, vulneráveis e invisibilizados da sociedade. A celebração no Cristo Redentor reforça este chamado evangélico à solidariedade, à escuta e à defesa da vida. O dia também é marcado em diversas cidades do país por debates, manifestações, atividades culturais e ações de promoção dos direitos humanos, fortalecendo a luta por dignidade, respeito e inclusão social.
